Pesquisa sugere tríade do homem atleta

Pesquisa sugere tríade do homem atleta

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Baixa disponibilidade de energia (com possível transtorno alimentar associado), disfunção menstrual e densidade mineral óssea reduzida. Esses problemas caracterizam a tríade da mulher atleta, uma síndrome clínica que podem ocorrer em adolescentes e mulheres adultas que exageram na prática de atividades fisicamente exigentes, como corridas de longas distâncias. Agora, uma nova pesquisa, publicada no periódico científico Sports Medicine, encontrou evidências de uma possível versão masculina da tríade.

O estudo é uma revisão de artigos anteriores sobre o tema e aponta, assim como na tríade da mulher, falta de energia e queda na densidade mineral óssea. Contudo, há incerteza quanto ao terceiro ponto: a diminuição na quantidade de testosterona. “A regulação hormonal no homem é diferente da mulher, que é bem mais definida”, fala Domingos Malerbi, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Como exemplo, ele menciona que se três amostras de testosterona forem analisadas, uma a cada meia hora, irão apresentar dosagens diferentes. Isso dificultaria a análise e o diagnóstico de uma possível tríade, por exemplo.

O hormônio masculino tem poder anabolizante (de desenvolvimento de músculos) e participa da construção de proteínas e estrutura óssea. “Quando se encontra em baixa no organismo acaba afetando músculos e os ossos”, explica o médico. Mas ele defende que uma possível tríade do homem dificilmente aparece quando o atleta se cuida. “Quem compete costuma contar com orientação adequada, planilha de treinos, nutrição regulada”, diz. No entanto, continua valendo o alerta para as pessoas que querem resultados rápidos e, para isso, exageram nos treinos e comem pouco.

“Acredito que o artigo serve mais como um alerta para homens que se exercitam bastante e não se alimentam corretamente”, avalia Malerbi. Essa combinação, segundo o estudo, pode levar à redução de 40% na taxa de testosterona em homens com a tríade, sem que cheguem a atingir os valores abaixo do mínimo. No caso da tríade da mulher atleta, o nível de estrógeno fica abaixo do limite mínimo saudável”, completa.

De acordo com a pesquisa, a tríade do homem atleta acontece com menos frequência do que a da mulher, mas costuma se dar no mesmo período da vida (adolescência) e sob as mesmas circunstâncias (sobrecarga de atividades físicas intensas). O médico do esporte Adam Tenforde, da Harvard Medical School e responsável pelo estudo, aponta que um bom acompanhamento nutricional é o melhor caminho para evitar e tratar o problema.

 

Fonte: www.suacorrida.com.br/

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